COLUNAS
22/04/2008
"Causos" da Polícia Civíl: "Porta - "Magna" Porta"
Por : Fragoso Caltelar Pettersen Filho
 
                      Diz a Lenda que, o Policial Militar, indignado por ter sido “Vítima” de uma truculenta Operação Policial, da qual o seu Sobrinho, Condômino do mesmo Imóvel, o qual o Meliante mora, na Fração de Frente, ao ter sido abordado por uma Equipe Policial Civil, ao cumprir um Mandado Judicial de Prisão, vendo-se desrespeitado em suas prerrogativas de “Papa-Mike”, no Jargão Policial, que quer exprimir as letras do Fonema Internacional de Comunicações, onde “P”, significa “Papa”, e “M”, significa “Mike”, formulando o sonema “Pê-Ême”, de “Polícia Militar”, buscou, na Corregedoria Ex-adversa, Súbita Justiça, informando à Autoridade Processante, a Dita-douta Corregedora Geral da Polícia Civil, que o seu Desafeto, ao prender o seu Sobrinho-meliante, diga-se de passagem, no “Estrito Cumprimento do Dever Legal”, deveria, além de respeita-lo, como, também, Autoridade Ostensiva, a quem cabe, minimamente, ao saber da vigência de um Mandado de Prisão, contra o Seu-próximo, antes, avisa-lo da Diligência, usando, assim, das regras de Etiqueta e  Corporativismo, ao “bater” na Porta do seu Parente, assim se referindo, quanto à Operação: “Ora. Corregedora: O Policial Exeqüente deveria, pelo menos, saber “bater” na Porta.”
                      Indignada, a Autoridade Processante, Legalista que o é, a Douta Corregedora da Polícia Civil, logo questionou o “Dito” Policial Civil Mal-feitor: “ Como é que você “bateu” na Porta ?.
                      Você fez “pam-pam-pam-pam”, ou, você fez “Pum-pum-pum-pum” ?, Gesticulando com os braços enristes.
                      Ainda, ato contínuo, diligente, à procura de esclarecer a realidade dos fatos, o Policial Sindicado respondeu: “Não, Doutora: Eu só fiz “Pum!”
                      Intrigada, a Autoridade, questionou: “Mas, “Pum” ? Só “Pum” ?. Então como é que você “bateu” na Porta ?:”
                       “Bom, Doutora. Eu só fiz “Pum”.
                       “Então, me diga, como é”. Prosseguiu indagando a Autoridade:... “De que forma que você fez “Pum ?, se, o “Papa-mike” está reclamando da prisão do seu Sobrinho , por suposta irregularidade?”
                      “Bem, Doutora: Se a Senhora duvida de mim, então, por que a Senhora não Arrola a tal Porta como “Testemunha ?: Porque, se houve alguma suposta “Agressão”, então, pelo menos, a “Vítima” é a Porta.  Não o PM, que, em sintoma de Licitude da Operação, se quer foi avisado, a fim de que não fugisse ou burlasse a Aplicação da Lei ?”
                      “Certo!”: respondeu a Doutora: “Vejo que você pode ter alguma razão. Então, vou Arrolar a tal “Porta” como “Testemunha”!
                      “Desdenho”, retrucou o Policial: “Doutora, “Porta” não fala, não vai ao Exame de Delito e nem Cumpre Pena! Acho melhor a Senhora enrolar, mesmo, o tal PM, nessa História!”
                      Meditativo, o tal Policial, nessa Crônica Hipotética do Dia-a-dia, retrucou: “Doutora, por que a Senhora na faz, então, uma “Acareação ?” (Técnica de contrapor as Testemunhas, para absorver as contradições eventuais).
                      De imediato, a Racional Autoridade cooptou: “Isso mesmo! Faça-se a Acareação:... E a Acareação foi feita!”
                      ... Em menos de Seis Dias e Seis Noites a Acareação foi exemplarmente realizada:
                      Frente a frente, um do outro, sob testemunho da “Dita Porta”, numa interminável Burocracia e Solenidade, tão somente produzida para alimentar as traças nas prateleiras, a formalidade foi cumprida, onde, Perguntou-se:
                      “Como é que o Senhor “bateu” na Porta, Policial ?”
                      Prosseguiu: “Fez “pam-pam-pam”, ou,  fez”pum-pum-pum ?”
                      No que, informativo, esclareceu o Policial:  “Não, Doutora: Eu só fiz “Pum”.
                      “Mas, “Pum”, como ?”. perguntou Inquisitiva a Autoridade.
                      “Eu explico Doutora”, respondeu o Policial: “Apesar de ser Crente, e não beber,  de modo algum, ao cumprir o tal Mandato contra o Meliante, sofri uma súbita congestão digestiva e não pude evitar a eclosão dos gases. Soltei foi um “Pum”.
                      Continuou: “...Ao ver a Porta assediada, quando eu falei: “Polícia !”: A Coisa Fedeu, o Meliante, resignadamente abriu a Porta e apresentou as sua mãos às Algemas, convicto do seu delito. Crime algum, ao meu modesto ver, foi cometido...”
                      Dizem: O caso, ainda encontra-se sob Auditoria.
                      Ao meu pensar, debruçado sobre os fatos, creio: Criminosa, mesmo, foi a tal “Porta”, Culpada de toda a Desavença, quem, corre o tremendo risco de ser condenada a terrível e inexpugnável: Prisão.
 
Saiba mais em: www.abdic.org.br 
 
  
Saiba mais em: www.abdic.org.br
 

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